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Dicas do sommelier: quais são e como apreciar os principais tipos de vinho

Dicas do sommelier: quais são e como apreciar os principais tipos de vinho

Tinto, branco, rosé ou espumante? Seja qual for seu tipo de vinho preferido, é sempre bom conhecer algumas dicas básicas para melhor apreciar tudo o que a bebida pode oferecer. O especialista em vinhos Tiago Locatelli, gerente sommelier do restaurante Varanda, conversou com a gente para explicar as principais características e diferenças dos rótulos mais populares, além de indicar as taças adequadas para servir e os pratos e estilos de culinária que harmonizam bem.

Características

Segundo Tiago, existe uma grande diversidade dentro de cada categoria, mas, em linhas gerais, os rosés, espumantes e brancos são mais leves e, preferencialmente, devem ser servidos frios. “Rosés são mais simples, com sabores frescos e joviais, ideais para serem bebidos jovens. Já os espumantes destacam-se pela presença de gás carbônico, que aporta uma textura peculiar. A maioria também deve ser bebida jovem, mas alguns dos melhores Champagnes, espumantes italianos e Cavas podem envelhecer durante anos, melhorando com a idade. Os melhores espumantes podem ser servidos por volta de 10°C, para valorizar a complexidade aromática”, afirma.

Os vinhos brancos, de acordo com Tiago, variam muito em estilo, desde os mais leves e simples para serem bebidos jovens, até grandes vinhos, como os Bourgogne e Riesling alemães, que contam com mais estrutura, complexidade e podem ser guardados por muitos anos. “Os brancos geralmente têm uma acidez mais destacada, o que contribui com o equilíbrio e os faz grandes aliados da mesa, pois são muito gastronômicos. Geralmente servimos vinhos brancos resfriados, mas os melhores podem ser servidos a 10 ou 12°C”, ressalta o especialista.

Os tintos são hoje a preferência dos brasileiros e também têm grande diversidade de estilos e níveis de qualidade. Tiago comenta que o principal diferencial em relação aos outros tipos é a presença de taninos, que varia de acordo com a variedade de uva, método de vinificação ou região. “Geralmente os tintos também são um pouco mais alcoólicos e encorpados, e são servidos a uma temperatura mais elevada, entre 15 e 18°C. Os melhores tintos podem ser guardados por muitos anos, melhorando com o tempo.”

Taças

Existe hoje uma grande variedade de taças no mercado, indicadas para diferentes tipos de vinho, uvas e regiões. Em geral, destaca Tiago, vinhos que devem ser servidos mais frios ficam bem em taças um pouco menores, pois mantêm melhor a temperatura, enquanto os vinhos mais encorpados são servidos em taças um pouco mais largas, pois precisam de mais aeração.

“Os espumantes são servidos em taça flute, mais alongada, que preserva o gás carbônico por mais tempo, porém isso tem sido contestado por alguns especialistas, pois esta taça pode dificultar a percepção dos aromas. Alguns produtores, sommeliers e consumidores têm preferido servir espumantes em taças mais largas. Quando me perguntam sobre como escolher a taça, digo que uma única boa escolha pode servir para apreciar a maioria dos vinhos.”

Harmonização

Harmonização é outro ponto que pode ser polêmico entre os apreciadores. Uma combinação bem-feita pode salvar um jantar, enquanto um vinho mal escolhido para o prato pode arruiná-lo. Algumas regras simples, explica Tiago, ajudam muito, como combinar vinhos leves com pratos leves e vinhos encorpados com pratos pesados. “A intensidade de sabor deve ser similar. Pratos regionais geralmente combinam com vinhos da mesma região. A doçura do vinho também deve ser pelo menos equivalente à doçura do prato, e esta regra também vale para a acidez. Pratos gordurosos pedem vinhos com boa acidez, e a proteína da carne ajuda a melhorar um tinto muito tânico.”

Entre as harmonizações clássicas mais citadas pelo sommelier estão ostras com vinhos brancos secos e leves (Chablis, Muscadet), embutidos (salames, mortadela) com Lambrusco Seco ou Beaujolais e queijos azuis (gorgonzola, roquefort) com vinhos doces (Sauternes, Porto). “Mas é muito importante também levar em conta a combinação do vinho com a ocasião. Então, se você quer harmonizar o seu churrasco com os amigos em uma tarde ensolarada, pense em um vinho tinto leve, ou em um espumante, mas se for um jantar em uma boa steakhouse, um bom Bordeaux ou um Chianti Clássico serão uma pedida melhor”, finaliza Tiago.

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